No caso espanhol, a Fitch informou que o rebaixamento reflete a "intensificação da crise na zona do euro" e aos riscos dos esforços de consolidação fiscal em curso na Espanha.
"Como a Fitch advertiu previamente, encontrar uma solução credível e integral para a crise é política e tecnicamente complexo e necessitará de tempo para se aplicar e conseguir a confiança dos investidores", disse a agência.
A Espanha, de acordo com a agência, sente "especial vulnerabilidade" da situação exterior, tendo em conta o seu ainda considerável déficit estrutural, o elevado nível de dívida externa e a fragilidade da recuperação econômica.
Sobre o rebaixamento da Itália, a Fitch disse que "o elevado nível de dívida pública e a necessidade de financiamento, juntamente com a reduzida taxa de potencial crescimento" deixaram o país "especialmente vulnerável a perturbações externas".
Segundo ainda a agência, "a resposta do governo italiano ao contágio, inicialmente vacilante, também levou à erosão da confiança do mercado na capacidade da Itália navegar com eficácia pela crise".