O Ministério de Relações Exteriores emitiu um comunicado elogiando a libertação, afirmando que foi realizada por forças de duas embarcações, uma dos Estados Unidos e outra da Grã-Bretanha. A agência de notícias italiana Ansa disse que eram forças especiais.
Segundo o ministério, os tripulantes do navio de carga Montecristo buscaram refúgio em um abrigo blindado localizado dentro do navio quando foi sequestrado na segunda-feira e continuaram controlando seus movimentos, aproximando a embarcação da área onde as forças antipiratas estavam patrulhando.
A fuga para o abrigo parecia ser parte das novas medidas determinadas pelas nações de comércio marítimo para combater a pirataria somali, que custa bilhões de dólares à economia mundial a cada ano. Os donos do navio disseram que a tripulação, da Itália, Índia e Ucrânia, havia treinado em exercícios de simulação antipirataria.
Piratas somalis, que operam em pequenos botes infláveis, normalmente usam granadas propulsionadas por foguete e fuzis de assalto, mas não têm armas capazes de penetrar a blindagem.
O Ministério de Relações Exteriores disse que os EUA e a Grã-Bretanha realizaram a operação sob ordem do almirante italiano Gualtiero Mattesi, comandante da força antipirataria da Otan.
Apesar de as patrulhas marítimas, que incluem navios da União Europeia, dos Estados Unidos e de outras nações, como a Coreia do Sul, Irã e Turquia, terem contribuído para a redução no número de ataques no Golfo de Áden, a pirataria no oceano Índico continua a crescer devido às vastas áreas marítimas, que representam um enorme desafio logístico para as marinhas estrangeiras.