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Defesa do médico de Jackson tem tarefa difícil em julgamento

15 de outubro 2011 - 11h12 Por Redação Douranews, com Reuters
Defesa do médico de Jackson tem tarefa difícil em julgamento
A defesa no julgamento do médico de Michael Jackson vai dominar as atenções na próxima semana, e uma pergunta importante ainda não foi respondida: o Dr. Conrad Murray será chamado para depor?

Após três semanas de depoimentos em vários casos muito prejudiciais ao médico acusado de homicídio involuntário no caso da morte de Jackson, especialistas dizem que a versão dos fatos apresentada por Murray é repleta de incoerências.

Depor pode ser arriscado, se Murray não explicar com clareza aos jurados por que não tinha equipamentos adequados à mão quando Jackson morreu e por que não revelou o uso feito da droga que acabou levando o cantor à morte.

"Se eu estivesse defendendo Murray, não o colocaria no banco das testemunhas. Acho que ele só iria apanhar", disse à Reuters o advogado de defesa de Beverly Hills Mark McBride.

Michael Jackson morreu em 25 de junho de 2009, aos 50 anos de idade, de uma overdose do poderoso anestésico propofol e um coquetel de sedativos.

Os promotores precisam convencer os jurados de que Murray foi tão negligente no atendimento a Jackson que isso levou à morte do cantor, justamente quando ele se preparava para uma série de concertos em Londres. Se for condenado, o médico pode ser sentenciado a até quatro anos de prisão.

Murray admite ter dado a Jackson uma dose pequena de propofol depois de o cantor lhe ter suplicado o anestésico durante uma longa noite insone. Sua defesa diz que subsequentemente Jackson se injetou uma dose extra, fatal, sem que Murray tivesse conhecimento disso.

"O problema é que não há prova nenhuma de que Jackson tenha feito isso. Não há impressões digitais. A não ser que a defesa tenha elementos que desconheço, isso não passa de teoria", diz o advogado de defesa criminal de Los Angeles Steve Kron.