Após três semanas de depoimentos em vários casos muito prejudiciais ao médico acusado de homicídio involuntário no caso da morte de Jackson, especialistas dizem que a versão dos fatos apresentada por Murray é repleta de incoerências.
Depor pode ser arriscado, se Murray não explicar com clareza aos jurados por que não tinha equipamentos adequados à mão quando Jackson morreu e por que não revelou o uso feito da droga que acabou levando o cantor à morte.
"Se eu estivesse defendendo Murray, não o colocaria no banco das testemunhas. Acho que ele só iria apanhar", disse à Reuters o advogado de defesa de Beverly Hills Mark McBride.
Michael Jackson morreu em 25 de junho de 2009, aos 50 anos de idade, de uma overdose do poderoso anestésico propofol e um coquetel de sedativos.
Os promotores precisam convencer os jurados de que Murray foi tão negligente no atendimento a Jackson que isso levou à morte do cantor, justamente quando ele se preparava para uma série de concertos em Londres. Se for condenado, o médico pode ser sentenciado a até quatro anos de prisão.
Murray admite ter dado a Jackson uma dose pequena de propofol depois de o cantor lhe ter suplicado o anestésico durante uma longa noite insone. Sua defesa diz que subsequentemente Jackson se injetou uma dose extra, fatal, sem que Murray tivesse conhecimento disso.