A cidade de Misrata se tornou uma espécie de símbolo da revolução contra Qathafi, depois que os rebeldes a capturaram no início da guerra e ficou em seu poder durante todo o confronto, apesar do impiedoso bombardeio e prolongado cerco do exército líbio.
E agora, como os combatentes de Misrata tiveram um papel tão importante na guerra, que foi enfatizado pela captura da cidade e considerado um dos maiores símbolos da queda de Qathafi, a cidade está despontando como uma das mais importantes da era pós-Qathafi.
"Existem outras brigadas do país todo que lutaram para derrotar Qathafi. Mas é verdade que os guerreiros que lutaram pela liberdade de Misrata foram os principais responsáveis pela tomada de Trípoli e pela captura de Qathafi," disse à Reuters, um funcionário do governo interino, que não quis se identificar, por medo de prejudicar as delicadas negociações sobre cargos no novo governo.
"A cidade terá que ser recompensada por isso e eu acho que será," ele disse.
O primeiro-ministro interino, Mahmoud Jibril, foi para Misrata na sexta-feira, para conversar com os líderes, sobre o que fazer com o cadáver de Qathafi.
O novo governo do país não quer que o seu túmulo se torne um lugar de peregrinação para seus partidários, ou que possa ser profanado por seus inimigos.
Fontes do NTC em Trípoli dizem que, embora seu corpo deva ser enterrado em lugar secreto, os habitantes de Misrata não querem que os restos mortais de Qathafi fiquem lá.
Algumas autoridades dizem que algumas posições, inclusive altos cargos no governo, poderão ser oferecidas em troca de uma mudança de opinião ou arrependimento.
Boa parte de Misrata foi destruída por constantes bombardeios e artilharia pesada dos tanques das forças leais a Qathafi. O fornecimento de água foi deliberadamente cortado e a comida começou a acabar, mas ela resistiu ao ataque.
Sujos de sangue pela batalha, seus combatentes tiveram um papel importante na queda de Trípoli e foram os responsáveis pela captura de Qathafi.