O bloco dava início a uma cúpula crucial de duas partes, convocada para salvar a zona do euro do aprofundamento da crise de dívida soberana.
O objetivo é concordar até quarta-feira sobre como reduzir o montante de dívida da Grécia, fortalecer os bancos europeus, melhorar a governança econômica na área do euro e maximizar o poder do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF), para impedir que economias maiores sejam contagiadas pela crise.
Antes que os 27 líderes começassem negociações sobre um plano abrangente para amenizar a crise, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, fizeram uma reunião privada com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, segundo autoridades da região.
Diplomatas disseram que eles queriam intensificar a pressão para que Roma implemente reformas estruturais no mercado de trabalho e no sistema previdenciário para ampliar o potencial de crescimento econômico do país e tranquilizar os investidores preocupados com a enorme proporção de endividamento do Estado, que só é menor que a da Grécia.
Uma fonte do governo alemão disse que Merkel e Sarkozy ressaltaram "a necessidade urgente de medidas críveis e concretas de reforma nos Estados da área do euro", sem as quais quaisquer medidas coletivas da UE seriam insuficientes.
Merkel advertiu, em discurso no sábado, que se a dívida da Itália continuar em 120 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), "então não importará quão grande seja o muro protetor, porque não irá ajudá-los a reconquistar a confiança dos mercados."