"Esperamos que a nova Líbia seja fundada no respeito aos direitos humanos e aos princípios democráticos", disse Maja Kocijancic, porta-voz da chefe da Diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton.
Depois da cerimônia denominada Libertação da Líbia, o presidente do CNT, Mustafa Abdul Jalil, disse ontem (23) que a legislação será baseada na sharia e deu como exemplo a lei sobre o divórcio e o casamento. Durante o regime do então presidente líbio Muammar Khadafi, que foi capturado e morto na semana passada, a lei proibia a poligamia e permitia o divórcio.
Kocijancic não mencionou a polêmica exposição, em Misrata, dos corpos de Khadafi, e do filho do ex-presidente. Os corpos estão expostos em um frigorífico. Pela tradição islâmica, o enterro deveria ocorrer em até 24 horas após a morte.
A família de Khadafi, organizações não governamentais e a Organização das Nações Unidas (ONU), apoiados pelos Estados Unidos, pediram uma investigação sobre as circunstâncias das mortes. Mas as autoridades líbias informaram hoje que não aceitam uma investigação internacional sobre o assunto.