Os líderes das maiores economias do mundo, reunidos na Riviera Francesa, disseram à Europa que resolva seus próprios problemas e adiaram até o próximo ano qualquer movimento para dar mais recursos do FMI para combater a crise.
"Quase não há países aqui que disseram estar prontos para reforçar o EFSF (fundo de resgate da zona do euro)", afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel, em entrevista coletiva.
Potenciais investidores de dívida soberana, como China e Brasil, quiseram ver mais detalhes antes de assumirem qualquer compromisso firme para injetar dinheiro no fundo de resgate.
As bolsas de valores globais e o euro caíam, em meio à escalada das dúvidas sobre um pacote de resgate financeiro europeu.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, brincou ao afirmar que havia aprendido muito em dois dias sobre a complexidade do "trabalhoso" processo de decisão da União Europeia (UE), mas disse estar confiante de que a Europa tenha a capacidade e o plano certo para enfrentar o desafio. A chave é agora uma rápida implementação.
"Eles vão ter em nós um parceiro forte, mas os líderes europeus entendem que o que é importante, em última análise, é ter um sinal forte da Europa de que ela está dando suporte ao euro", disse ele em entrevista coletiva.