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Coalizão desmorona e deixa governo da Itália por um fio

05 de novembro 2011 - 10h19 Por Redação Douranews, com Reuters
Coalizão desmorona e deixa governo da Itália por um fio
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, recusou-se a renunciar ontem, sexta-feira (4), apesar da rebelião partidária que deixou sua coalizão por um fio em meio a uma crescente crise econômica.

Há a convicção generalizada de que Berlusconi perdeu a maioria parlamentar, mas ele não reconhece isso. "Temos uma maioria que eu continuo acreditando que seja sólida e vamos continuar governando", disse ele a jornalistas durante a cúpula do G20 na França.

O bilionário político, de 75 anos, qualifica de traidores os deputados do seu partido, o PDL, que romperam com a coalizão, mas diz que vai conversar para atraí-los de volta.

Refletindo a incerteza, o ágio pago sobre os títulos italianos com vencimento em dez anos chegou nesta sexta-feira a 6,43 por cento, maior valor na era do euro, e próximo dos níveis que levaram aos resgates financeiros para a Irlanda e Portugal.

O presidente italiano, Giorgio Napolitano, se juntou às vozes que, com alarme, pedem um consenso entre os políticos para a aprovação de reformas econômicas. Segundo ele, a Itália está sofrendo uma grave crise de confiança internacional.

Durante a cúpula do G20, Berlusconi aceitou que o Fundo Monetário Internacional monitorasse as reformas na Itália, mas rejeitou verbas do fundo. Tudo isso, no entanto, pode em breve se tornar irrelevante, caso o primeiro-ministro não consiga sobreviver politicamente à rebelião.

A crise foi exposta na reunião de Cannes, onde o ministro da Economia, Giulio Tremonti, com quem há muito tempo Berlusconi tem relações gélidas, se recusou a revelar sua opinião sobre a conveniência de o premiê permanecer no cargo.

Diante da crise da dívida na Grécia, a Itália é vista como a próxima peça do dominó a cair, e há cada vez mais apelos pela formação de um novo governo que promova reformas e recupere a confiança internacional.