As bolsas de valores da Europa operavam em baixa nesta segunda-feira (21), com um alerta da agência de classificação de risco Moody's sobre a França, ampliando as preocupações sobre a crise de dívida da zona do euro.
A agência de classificação de risco Moody's disse que a alta recente nos juros pagos na dívida governamental francesa e perspectivas menores de crescimento econômico podem ser fatores negativos para a nota de crédito do país.
"A persistente elevação nos custos de financiamento por um período prolongado amplificariam os desafios fiscais que o governo francês enfrenta, em meio à perspectiva de deterioração do crescimento, com implicações negativas ao crédito", disse a autoridade sênior de crédito Alexander Kockerbeck no documento Perspectiva Semanal da Crédito, datado de 21 de novembro.
Perto das 9h (horário brasileiro de verão), em Londres, o índice Financial Times recuava 2,03%; em Frankfurt, o índice DAX caía 2,43%. Em Paris, o índice CAC-40 perdia 2,43%. Em Milão, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de 2,73%. Em Madri, o índice Ibex-35 retrocedia 1,88%. Em Lisboa, o índice PSI20 caía 0,24%%.
Bolsas asiáticas
Nesta segunda, as bolsas de valores asiáticas fecharam em baixa, com incerteza continuada sobre como os líderes da zona do euro responderão às dificuldades dos bancos, enquanto os políticos dos Estados Unidos aparentemente fracassavam em acertar uma redução de déficit.
O índice de Seul encerrou em baixa de 1,04%. A bolsa de Taiwan tombou 2,64%, enquanto o índice referencial de Xangai perdeu 0,06%. Cingapura retrocedeu 1,19% e Sydney fechou com desvalorização de 0,33%
Na véspera, o Partido Popular, de centro direita, obteve maioria esmagadora na eleição parlamentar na Espanha, como resultado da punição dos eleitores ao governista Partido Socialista por causa da grave crise econômica do país.
Com quase 100% das cédulas apuradas, o PP tinha 44,5% dos votos, correspondendo à maioria absoluta na Câmara Baixa do Parlamento, com 186 das 350 cadeiras.
A eleição transcorreu num clima tenso resultante do crescente desemprego, cortes de gastos públicos e um nível de endividamento que pôs o país no centro da crise da zona do euro.
O governista Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que está no poder há mais de sete anos, conquistou 29% dos votos, equivalentes a 111 cadeiras na Câmara Baixa. Na atual legislatura, o partido possui 169 cadeiras.
O resultado foi o pior para o partido em 34 anos de governos democráticos na Espanha.