Três meses depois de Muammar Al Qathafi fugir de Trípoli em meio a uma revolta contra seu governo de 42 anos, Abdurrahim El-Keib disse que nomeará um ministério de especialistas na terça-feira e não cederá às pressões vindas de todos os lados para a partilha do poder.
"Usaremos a competência como uma medida básica e dessa forma seremos capazes de incluir todas as regiões da Líbia. Vocês verão", disse Keib em uma entrevista coletiva ao lado da embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Susan Rice.
Keib, que trabalhou como acadêmico nos EUA durante boa parte do governo de Qathafi, disse muitas vezes que pretende nomear um governo provisório "tecnocrata", que escolherá candidatos com base na competência - e não na política.
No entanto, as tensões entre as diversas facções militares e regiões aumentaram, como demonstrado pela captura no sábado de Saif al-Islam, filho de Qathafi, no deserto no sul do país.
Filho de Qathafi
Os combatentes da cidade de Zintan, nas Montanhas Ocidentais, que o capturaram no sábado, vão mantê-lo na fortaleza deles até que o governo central seja formado. Eles afirmam que a medida é para garantir que ele não seja morto nas mãos de outro grupo armado, como ocorreu com o pai dele em Sirte no mês passado.