A Liga Árabe cobra de Assad a autorização para a visita dos observadores por considerar a iniciativa fundamental. Os árabes querem verificar diretamente a execução das medidas que visam à proteção dos civis.
Desde março, em várias cidades sírias, há confrontos entre policiais e manifestantes, que protestam contra o governo Assad. Por sua vez, o presidente reage com violência e repressão. A estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) é que cerca de 3,7 mil pessoas morreram em decorrência dos embates.
O Conselho Nacional Sírio, que reúne integrantes da oposição a Assad, pediu hoje aos militares desertores do Exército que não enfrentem de forma agressiva e violenta as Forças Armadas oficiais do país. Criado em julho, o Exército Sírio Livre, como é chamado o grupo formado por desertores, uniu-se aos manifestantes contrários a Assad.
“Esperamos que esse Exército assuma missões defensivas para proteger soldados que deixaram o Exército e as manifestações pacíficas. Mas não com atos ofensivos”, disse o líder do órgão, Burhan Ghalioun.