Roesler, que também é ministro da Economia, afirmou em uma entrevista à rádio que o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, cometeu um erro na semana passada ao sugerir que os títulos da zona do euro poderiam ser emitidos assim que novas leis fossem aprovadas para garantir que os orçamentos dos países da zona do euro não infrinjam as regras do bloco.
"Eu acho irresponsável do Sr. Barroso reabrir essa discussão dos títulos da dívida da zona do euro novamente", afirmou Roesler à rede InfoRadio, de Berlim, usando linguajem ainda além da utilizada pela chanceler Angela Merkel, que tinha dito que a proposta do presidente da Comissão Europeia era "extremamente inapropriada".
Roesler, líder da coalizão Democratas Livres, parceiros de Merkel, afirmou que a emissão conjunta das dívidas seria errado para a Alemanha e a Europa, porque aliviaria a pressão para que os países endividados reduzam seus déficits.
Ele não mencionou uma grande preocupação de Berlim de que a emissão conjunta de bônus da zona do euro poderia elevar os custos de empréstimos da Alemanha.
A Alemanha se beneficiou da crise até agora, porque ela proporcionou que o país se refinanciasse com preços melhores. Os rendimentos dos títulos alemães, considerados os mais seguros da zona do euro, caíram a um valor recorde nos últimos meses.
Roesler recebeu neste sábado o apoio de Hans Michelbach, um líder da União Social Cristã no Parlamento. "Com suas propostas desnecessárias e desautorizadas para os títulos da zona do euro, (Barroso) acrescentou mais incerteza (aos mercados)", afirmou.
Na sexta-feira, Barroso afirmou que não vê a posição alemã como um grande problema. Ele defendeu a proposta da Comissão como uma possível solução para a crise.