Saleh assinou o acordo na quarta-feira, transferindo seus poderes ao vice-presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, depois de 33 anos no poder e dez meses de protestos que levaram o país à beira de uma guerra civil.
Hadi divulgou um decreto neste sábado marcando a data da eleição, informou a agência de notícias estatal Saba.
"Eleitores registrados e todos que atingiram a idade legal estão sendo convocados para votar nas eleições antecipadas para um novo presidente da República, a partir das 8h da manhã de terça-feira, dia 21 de fevereiro de 2012", disse o decreto, segundo um despacho divulgado pela agência Saba.
Segundo o acordo assinado com a oposição iemenita durante uma cerimônia sediada pelo rei saudita Abdullah na capital Riad, Saleh receberá imunidade e manterá seu título até que um sucessor seja eleito.
Se tudo correr conforme o planejado, Saleh se tornará o quarto governante árabe derrubado pelas manifestações de massa da "Primavera Árabe", que reformularam o cenário político do Oriente Médio e do norte da África.
Hadi foi encarregado de convocar uma eleição presidencial antecipada nos próximos três meses e de formar um novo governo com a oposição.
Centenas de pessoas morreram durante os meses de protestos que exigiam a derrubada de Saleh. O impasse político reacendeu os conflitos com os separatistas e militantes, aumentando os temores que o braço iemenita da Al Qaeda poderia se firmar nas fronteiras da Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo.
Detalhes do acordo de transferência de poder, preparado pelos vizinhos mais ricos do Iêmen que formam o Conselho de Cooperação do Golfo que foi rejeitado por Saleh em três ocasiões, foram acertados pelo enviado da ONU, Jamal Benomar, com o apoio dos EUA e diplomatas europeus.