Durante um confronto noturno, que durou três horas, na cidade de Idib, perto da fronteira com a Turquia, sete membros das forças de segurança, cinco rebeldes do exército e três civis foram mortos, segundo o Observatório de Direitos Humanos da Síria, (SOHR).
Cinco civis foram mortos pelas forças de segurança na província central de Homs e o corpo de um homem foi devolvido para a sua família, cinco dias depois de ter sido preso.
O principal fórum de Direitos Humanos da ONU condenou a Síria por violações "brutais e sistemáticas" cometidas pelas suas forças de segurança, inclusive execuções e a prisão de cerca de 14 mil pessoas.
As autoridades sírias dizem estar combatendo "grupos terroristas" apoiados por estrangeiros, que estão tentando começar uma guerra civil, e que já mataram cerca de 1.100 soldados e policiais desde março.
A Síria enfrenta um isolamento internacional e regional cada vez maior, com organizações como a Liga Árabe e a União Europeia, e os Estados Unidos, exigindo que Damasco coloque um fim ao derramamento de sangue e dialogue com seus opositores.
O líder do principal grupo de desertores do exército que se uniram à oposição, o Exército Livre Sírio, disse à Reuters que suas forças estavam mudando de estratégia e que deixaram de atingir postos de controle de segurança e agora estavam atacando os militares diretamente.
Segundo ele, essa era uma resposta necessária a um uso de violência cada vez maior na repressão de Damasco aos protestos.
Uma das revoluções da "Primavera Árabe" -que começaram com uma revolta na Tunísia em janeiro- redesenhou o cenário político do Oriente Médico esse ano e derrubou governantes no Egito, Líbia e Iêmen.