Falando a soldados no quartel Fort Bragg, na Carolina do Norte, sede da 82a. Divisão Aerotransportada, Obama disse que desejava celebrar "um momento histórico na vida do nosso país e dos nossos militares".
"Como seu comandante-chefe, e em nome de uma nação grata, tenho orgulho de finalmente dizer essas palavras: bem-vindos ao lar, bem-vindos ao lar, bem-vindos ao lar", afirmou ele num hangar a milhares de militares, sob aplausos.
A guerra matou 4.500 soldados dos EUA e pelo menos 60 mil iraquianos. Ela sobrecarregou a capacidade militar norte-americana e abalou a posição dos EUA no mundo. Na terça-feira, Obama disse que o custo total do conflito pode superar 1 trilhão de dólares.
O fim da guerra do Iraque foi uma promessa eleitoral de Obama em 2008, e permitirá que a Casa Branca dedique mais atenção ao conflito do Afeganistão e às dificuldades econômicas domésticas.
Mas, enquanto os últimos militares norte-americanos arrumam as malas no Iraque, o debate sobre a estratégia de retirada adotada por Obama continua acalorado. Críticos acusam o presidente de ter apressado o fim do conflito por causa da sua campanha à reeleição, e alertam que a retirada pode estimular a insurgência iraquiana e dar mais influência regional ao Irã, poderoso vizinho do Iraque.
Em carta aberta a Obama na quarta-feira, o pré-candidato republicano a presidente Mitt Romney disse que "as palavras de boas vindas aos nossos soldados que regressam não bastam". Ele qualificou de "desgraça" o fato de que o desemprego entre os veteranos da guerra do Iraque chegue a 11 por cento, bem acima da média nacional.