A resolução foi acertada pelos chanceleres das nações do bloco durante as reuniões preparatórias para a 42ª Cúpula do Mercosul, que começou ontem na capital uruguaia e se encerra nesta tarde.
Na semana passada, o Uruguai proibiu a entrada de barcos do arquipélago -- atualmente sob controle britânico e cuja soberania é reivindicada pela Argentina -- no porto de Montevidéu, o que fez a Grã-Bretanha a chamar o embaixador no país para consultas.
O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Luis Almagro, assegurou que a "decisão política está tomada" e só restam "aspectos jurídicos relevantes que dão substância à forma como se instrumenta".
O presidente uruguaio, José Mujica, argumentou na ocasião da proibição que a ordem de impedimento cumpria com um trato feito no ano passado pela União Nações Sul-Americanos (Unasul).
O chanceler argentino, Héctor Timerman, agradeceu ontem ao governo do Uruguai pela proibição e disse aos membros do Mercosul que a bandeira das Malvinas é "ilegal".
"O governo argentino agradece ao Uruguai pela posição que tomou, [o país] cumpriu com sua palavra", disse o chanceler argentino.