Um dia antes de os observadores chegarem à cidade que é um dos principais centros do levante de nove meses, não havia nenhum sinal de que Assad estava implementando um plano acertado com a Liga para deter a repressão militar dos protestos e iniciar conversas com os adversários.
Com uma insurgência armada cada vez mais ofuscando os protestos civis, muitos temem que a Síria esteja à beira de uma guerra sectária da maioria sunita contra a minoria alauíta, de Assad - uma ramificação do islamismo xiita -, especialmente após um duplo ataque suicida em Damasco na quinta-feira que matou 44 pessoas.
"O (distrito de) Baba Amr (de Homs) está sendo exposto ao ataque feroz de metralhadoras pesadas, veículos blindados e morteiros", disse em comunicado do grupo opositor Observatório Sírio para Direitos Humanos, sediado na Grã-Bretanha.
Segundo o grupo, foram 20 mortos em Homs no terceiro dia de fortes confrontos na cidade - 14 deles vítimas do bombardeio do distrito de Baba Amr e outros seis em tiroteios em outros bairros.
Partes de Homs são defendidas pelo grupo Exército da Síria Livre, formado por desertores das Forças Armadas, que dizem que tentam estabelecer áreas de acesso proibido, para proteger os civis.
O Observatório documentou nomes daqueles que teriam morrido em confrontos nesta segunda-feira, os quais começaram com ataques e prisões realizadas pelas forças pró-Assad, o que também teria ocorrido em Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, que havia sido poupada da revolta até recentemente.