Nos documentos, há relatos de seis incidentes envolvendo 20 policiais acusados de matar nove cidadãos haitianos. Segundo a ONU, a Divisão de Direitos Humanos da força de paz das Nações Unidas que atua no Haiti, a Minustah, recebe regularmente denúncias envolvendo da Polícia Nacional do Haiti e tem investigado alguns casos emblemáticos.
Em comunicado oficial, a OHCHR apela para o governo tomar medidas para “evitar execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias cometidas por elementos da Polícia Nacional do Haiti”, assim como para assegurar uma “investigação rápida e eficaz” sobre o assunto.
“Tal ação é essencial não só para proteger os direitos à vida e à integridade física dos cidadãos haitianos, mas também para reforçar a confiança pública e a credibilidade dessa instituição essencial que é a Polícia Nacional do Haiti", diz o texto da OHCHR.
Segundo os relatórios elaborados pela ONU, as autópsias e os exames balísticos não são feitos porque as eventuais testemunhas desaparecem por temer represálias e desconfiar do sistema Judiciário do Haiti.
"As Nações Unidas continuam empenhadas em prestar apoio técnico e logístico, nomeadamente na formação dos direitos humanos e habilitação de policiais como meio de contribuir para a capacitação da Polícia Nacional do Haiti", diz o comunicado.