Cerca de 100 mil pessoas - incluindo soldados fardados e civis com a cabeça descoberta, apesar do frio de 10 graus centígrados, reuniram-se em silêncio na capital, Pyongyang, para lamentar a morte de Kim, que governou a Coreia do Norte por 17 anos, até sofrer um infarto em 17 de dezembro.
Kim Jong-un se tornará, antes de completar 30 anos, o terceiro membro da família a governar a Coreia do Norte, que foi fundada em 1948 por seu avô, Kim Il-sung. Ele assumiu a posição central no palco da praça Kim Il-sung para ouvir tributos ao "grande revolucionário" Kim Jong-il.
O presidente do Parlamento, Kim Yong-nam, disse, por exemplo, que "o Grande Líder Kim Jong-il (...) lançou as bases para que nosso povo sobreviva como um povo autônomo de uma potência militar de primeira linha, e um orgulhoso Estado nuclear".
A Coreia do Norte já realizou dois testes com armas atômicas, e especialistas dizem que o país está prestes a ter ogivas nucleares em condições operacionais, o que poderia abalar a estabilidade do leste da Ásia, mas daria ao governo norte-coreano uma ferramenta para barganhar ajuda econômica internacional.
A TV estatal norte-coreana mostrou o jovem Kim ladeado à direita pelo chefe das Forças Armadas, general Ri Yong-ho, na sacada da Grande Casa de Estudos Populares. Perto dele estavam também o ministro da Defesa, Kim Yong-chun, e um tio do novo líder, Jang Song-thaek, visto como uma espécie de "regente" durante a transição.
Solene e fazendo caretas, Kim - supostamente prestes a completar 28 anos - manteve-se de pé, imóvel, durante a cerimônia. Ele só despontou como sucessor do regime comunista no ano passado, quando assumiu cargos partidários e militares de alto escalão.