O PCC (Partido Comunista de Cuba) reúne hoje (28) mais de 800 delegados em uma inédita conferência de dois dias em busca de deixar para trás os "dogmas e critérios obsoletos" que freiam as reformas econômicas do presidente Raúl Castro.
De acordo com o site oficial Cubadebate, os delegados começaram a realizar sessões em quatro comissões, nas quais se analisam os temas contidos no projeto de documento base da conferência, que se desenvolve no Palácio das Convenções de Havana, onde também se reúne duas vezes ao ano o Parlamento cubano.
A polícia bloqueou desde o amanhecer as ruas de acesso ao palácio por conta da conferência, na qual não foi permitida a entrada da imprensa estrangeira. Nesta primeira conferência ou congresso extraordinário, que será concluída amanhã (29), os 811 delegados têm a complexa tarefa de renovar o partido único que há meio século governa a ilha.
O conclave tem o "propósito essencial" de "acelerar o desenvolvimento da sociedade e afiançar as Diretrizes Econômicas e Sociais aprovadas no Sexto Congresso do PCC, em abril de 2011, a partir do conceito de que não há ideologia sem economia", escreveu o jornal oficial Granma.
A conferência é a primeira que o PCC tem desde que foi fundado em 1965 por Fidel Castro, que entregou o comando em 2006 a seu irmão, por problemas de saúde. Raúl Castro afirmou que "a primeira coisa que estamos obrigados a modificar na vida partidária é a mentalidade que, como barreira psicológica, é a que mais nos dá trabalho, por estar atada a dogmas e critérios obsoletos", segundo o Granma.