A Elpida Memory, última fabricante e chips de memória para computadores do Japão
A Elpida nasceu em 1999 da fusão das atividades DRAM de NEC e Toshiba, que contaram depois com a chegada das da Mitsubischi Electric, uma consolidação que tentava sobreviver no mercado.Embora vencido no campo dos DRAM, o Japão continua, junto com a Toshiba, em bom lugar com os "chips" para memória flash NAND utilizados em um número crescente de aparelhos.
, pediu concordata nesta segunda-feira (27), em meio a uma dívida de US$ 5,6 bilhões. O pedido de proteção contra credores veio depois que potenciais parceiros não chegaram a um acordo para resgatar a fabricante de chips.
O Japão, que emprestou ou investiu 40 bilhões de ienes (US$ 500 milhões) na empresa para ajudá-la a atravessar o período após a crise disparada pelo colapso do Lehman Brothers, parece ter jogado a toalha. O setor vive queda de preços e intensa competição de rivais sul-coreanos bem financiados.
Mas o ministro do Comércio do Japão e o presidente da Elpida mostraram esperança de que a companhia possa ser reabilitada e o Japão continue tendo presença no mercado de chips de memória DRAM, que já foi dominado pelo país.
A Elpida vinha enfrentando dificuldades com a queda nos preços de chips e fraqueza da economia global. A mudança do gosto dos consumidores, que compram cada vez mais computadores tablet que usam chips de memória Flash, em vez de DRAM, também tem pressionado a companhia.
A empresa também enfrentava dificuldade para acompanhar os pesados investimentos dos líderes de mercado, as sul-coreanas Samsung e Hynix, enquanto o iene forte reduz a competitividade global da companhia japonesa.
O presidente do grupo, Yukio Sakamoto, adiantou na semana passada que o futuro da empresa era incerto devido à impossibilidade de alcançar um acordo com os sócios industriais ou salvadores financeiros.
"Lamentamos os problemas causados", disse Sakamoto aos acionistas e credores em uma coletiva de imprensa.