O Ministério de Relações Exteriores do Irã negou que Teerã esteja por trás de uma suposta rede terrorista que pretendia atentar contra as embaixadas dos Estados Unidos e Israel em Baku, informou hoje (18) a agência local Mehr. A notícia está publicada no portal Terra.
O embaixador azerbaijano em Teerã, Javanshir Ajundov, foi convocado pela terceira vez, ontem (17), em pouco mais de um mês, pelo Ministério, que negou que o Corpo de Guardiães da Revolução iraniana estivesse relacionado com 22 supostos terroristas detidos nesse país.
O Irã responsabilizou Israel por este tipo de acusações e "lamentou que o Azerbaijão se envolva neste tipo de jogo político", segundo a fonte.
No dia 14 de março, o Ministério de Segurança Nacional azerbaijano informou que seus serviços secretos tinham detido 22 supostos terroristas, supostamente recrutados pelos Guardiães da Revolução para trabalhos de espionagem e atividades dos serviços secretos de Teerã em território azerbaijano.
Em comunicado, as autoridades de Baku assinalavam que os detidos, todos eles de nacionalidade azerbaijana, eram acusados de preparar atentados contra as embaixadas dos EUA e Israel no Azerbaijão.
Segundo Baku, a rede começou a se formar em 1999 e, entre esse ano e 2011, todos os detidos tinham viajado ao Irã para receber treinamento em atividades terroristas e estavam armados.
Dois dias antes, em 12 de março, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, se reuniu em Teerã com o ministro da Defesa azerbaijano, Safar Abiyev, e lhe mostrou a confiança do Irã em seu país, apesar da tensão entre Teerã e Baku nos últimos meses por causa da relação entre Azerbaijão e Israel.