O ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, confirmou hoje (4) que na próxima semana estará no país o enviado especial da ONU (Organização das Nações Unidas) e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan. Em pauta, o plano de paz apresentado por Kofi Annan ao governo sírio e o programa nuclear iraniano.
Salehi ressaltou que o presidente sírio, Bashar Al Assad, aceitou o plano de paz fixando o dia 10 como limite para a execução. Porém, o chanceler disse que é necessário manter a atenção para que “outras forças não substituam as forças do governo sírio”. Os governos do Irã, da China e da Rússia são contrários à pressão internacional para a imposição de restrições à Síria.
A violência na Síria ocorre há mais de um ano. Integrantes do governo e manifestantes se enfrentam nas principais cidades do país. Os manifestantes querem a renúncia de Assad e o fim das violações aos direitos humanos na região. A estimativa é que mais de 10 mil pessoas tenham morrido no período.
Ao mesmo tempo, preocupa a comunidade internacional o programa nuclear iraniano. As autoridades do Irã negam, segundo a agência estatal de notícias, que o programa esconda a produção de armas nucleares e defendem que os projetos em desenvolvimento são pacíficos e com fins médicos.