Os fanáticos católicos filipinos protagonizaram ontem (6), Sexta-feira Santa, uma série de exibições de delírio religioso no dia em que o mundo cristão recorda a crucificação de Jesus Cristo. As violentas crucificações são malvistas pela hierarquia da Igreja católica, mas acabaram se convertendo numa mórbida atração turística.
O curandeiro Arturo Bating, de 44 anos, estendeu seus braços e manteve uma calma estoica enquanto seus vizinhos o levantavam numa cruz de madeira sobre um montículo de areia e depois cravavam pregos de 10 centímetros em suas mãos, conforme reportagem do Correio Braziliense.
"Esta é uma promessa que fiz a Deus para que ele proteja minha família das enfermidades", declarou à AFP o penitente, vestido com uma bata branca, ao término de sua provação que durou vários minutos e foi acompanhada por dezenas de pessoas. "Foi um pouco doloroso, mas suportável", acrescentou Bating, que se submeteu ao suplício pela primeira vez, mas tem a intenção de repeti-lo todos os anos.
O arcebispo José Palma, presidente da Conferência de Bispos Católicos das Filipinas, disse, no início da semana, que apesar de a Igreja católica não incentivar esta forma extrema de adoração, também não recrimina os que a praticam.