O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou nesta terça-feira (10) o início de trâmites legais para anular o contrato de construção de dois trechos de uma polêmica estrada na Amazônia, a cargo da empresa brasileira OAS, por descumprir os termos acordados. O governante boliviano comunicou à imprensa no Palácio Quemado a decisão, que atribuiu "outra vez ao descumprimento por parte da OAS" dos trabalhos de construção dos trechos I e III da rota Villa Tunari-San Ignacio de Moxos, no nordeste boliviano.
Morales enumerou casos nos quais a OAS descumpriu anteriormente, como nas estradas Uyuni-Potosí-Uyuni e Potosí-Tarija, ambas no sul do país. "Por isso iniciamos um processo de anulação da construção do caminho Villa Tunari-San Ignacio de Moxos no trecho I e III que estava a cargo da OAS, por descumprimento por parte da empresa", explicou o presidente.
Entre as acusações, está, "por exemplo, a suspensão do trabalho feito pela OAS nos trechos I e III sem justificativa nem autorização, o descumprimento da empresa na mobilização de maquinaria e equipamentos para a construção dos trechos I e III", mencionou. Um partido de oposição, o Movimento Sem Medo (MSM, centro-esquerda), pediu na semana passada que a justiça investigasse o contrato com a OAS por supostas irregularidades, como sobrepreço. As informações são do portal Terra.