A Coreia do Norte lançou hoje (13) um foguete que se desintegrou no ar e afundou no mar, um fracasso embaraçoso para Pyongyang, ansioso em mostrar sua tecnologia à comunidade internacional, que denunciou a tentativa como uma provocação.
O Conselho de Segurança da ONU convocou imediatamente uma reunião de emergência, enquanto o Exército norte-coreano estava em estado de alerta elevado.
"A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) lançou seu satélite Kwangmyongsong-3 (..) às 07H38m55s de sexta-feira. O satélite de observação terrestre não pôde entrar em órbita", reconheceu a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, após um silêncio de mais de quatro horas.
"Os cientistas, técnicos e especialistas estão estudando as razões deste fracasso", pontualizou.
"Apesar de seu fracasso, o lançamento do suposto satélite pela Coreia do Norte é deplorável", afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em uma declaração por escrito. "Este lançamento é uma violação direta" de uma resolução da ONU, assegurou.
Esta foi a terceira tentativa de colocação em órbita de um satélite pela Coreia do Norte, após dois fracassos, em 1998 e 2009.
Pouco depois deste lançamento, os Estados Unidos e seus aliados Coreia do Sul e Japão anunciaram que o foguete se desintegrou em pleno voo após ser lançado do Centro Espacial de Tongchang-ri (noroeste da Coreia do Norte), situado a 50 km da fronteira com a China.
"Os sistemas americanos detectaram e seguiram o lançamento de um míssil norte-coreano Taepodong-2 às 18H39 (19H39 de Brasília)", anunciou o Comando de Defesa Aérea da América do Norte (NORAD).
O primeiro estágio do foguete caiu no mar 165 km a oeste de Seul, no Mar Amarelo, e o segundo e terceiro não funcionaram, explicou o NORAD, que acrescentou que os destroços caíram no mar sem nunca significar uma ameaça.
O Taepodong-2 é um míssil balístico de longo alcance que a Coreia do Norte está tentando desenvolver e que já testou em julho de 2006 e abril de 2009.
Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão denunciaram a tentativa, ao considerá-la uma provocação.
"A Coreia do Norte não faz mais do que aumentar seu isolamento lançando atos de provocação", declarou o porta-voz da presidência americana, Jay Carney.
A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, denunciou a clara violação da resolução 1874 do Conselho de Segurança da ONU, que proíbe a Coreia do Norte de realizar testes nucleares ou balísticos.
A China, principal aliada da Coreia do Norte, assim como Rússia e Índia, lançaram um pedido de calma. As informações são do portal Terra.