Em 9 de agosto de 1974, Richard Nixon se tornava o primeiro presidente da história dos Estados Unidos a renunciar ao cargo. Líder de enormes poderes e reeleito por uma grande margem de votos dois anos antes, Nixon não resistiu ao intenso escrutínio da mídia e do Congresso resultantes da prolongada investigação do escândalo conhecido como o caso Watergate.
A invasão da sede do Partido Democrata em Washington, localizada no complexo de edifícios Watergate, completa 40 anos hoje (17). A ação foi o marco inicial do escândalo. A partir dali, a intensa cobertura realizada pela dupla de jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein culminou com a revelação de que a invasão fazia parte de uma campanha produzida pelo comitê de reeleição de Nixon para sabotar os adversários.
O jornalista e escritor Don Fulsom, que no início deste ano lançou uma polêmica biografia sobre o ex-presidente intitulada Nixon's Darkest Secrets (Os Segredos Mais Negros de Nixon, na tradução livre), revelando as escusas relações de Nixon com o poder, incluindo a ligação com a máfia, considera-o como o presidente mais corrupto da história americana e o caso Watergate como um divisor de águas na política do país.
O biógrafo também comenta a importância do caso para o jornalismo investigativo - Woodward e Bernstein se tornaram currículo obrigatório em faculdades de comunicação -, e lamenta que atualmente não haja, por parte da imprensa, o mesmo nível de investimentos dedicados à investigação de casos de corrupção. Com informações do Terra.