A chefe de polícia sul-africana Mangwashi Victoria Phiyega disse hoje (17) que 34 mineiros foram mortos e outros 78 foram feridos quando a polícia abriu fogo contra os trabalhadores em greve ontem (16). É um dos piores tiroteios envolvendo a polícia desde o fim do ‘apartheid’, registrou.
Phiyega afirmou que as forças de segurança agiram para se defender, quando manifestantes com "armas perigosas" investiram contra elas. O presidente Jacob Zuma deixou um encontro regional em Moçambique para voltar ao país e discutir a crise.
A polícia entrou em ação contra os trabalhadores que reuniram-se perto da mina Lonmin PLC na tarde de ontem. A empresa é a terceira maior produtora de platina do mundo.
Os distúrbios na mina começaram sexta-feira (10) quando 3 mil mineiros pararam de trabalhar. No domingo (12), dois guardas foram mortos pela multidão, que colocou fogo no carro deles. Na segunda-feira (12), os manifestantes mataram outros dois trabalhadores e dois policiais. Os oficiais responderam matando três grevistas.
O setor minerador é alvo de críticas especialmente duras por parte de facções do CNA [o regime africano] 1ue veem essa atividade como um bastião do "monopólio do capital branco". As informações são do Estadão