Uma loja na Índia, aberta em agosto na cidade de Ahmedabad, chamada de Hiltler, em referência ao ditador alemão responsável pelo holocausto de judeus na segunda guerra mundial, se recusa a mudar de nome e afirma que os clientes gostam da escolha, de acordo com informações da revista Bloomberg. Conforme a publicação, um dos sócios do local, Rajesh Shah, diz que a popularidade da loja decorre do nome e que o ditador nunca fez nada prejudicial ao país.
Segundo a Bloomberg, marcas associadas ao nome Hitler estão ganhando força no país; o livro escrito pelo ditador (Minha Luta) é um dos mais vendidos e o nome é utilizado como uma gíria para designar pessoas autoritárias na TV e no cinema.
Apesar da polêmica em torno da apologia ao antissemitismo, no país o novo culto a Hitler não faz parte de um movimento de extrema direita, de acordo com a Bloomberg.
Segundo o professor de ciências sociais Navras Jaat Aafreedi, da Universidade em Nova Delhi, a falta de aulas de história europeia nas escolas faz com que os habitantes do país acreditem que se o ditador não tivesse enfraquecido o império britânico, a Índia nunca teria conseguido a independência. A pequena comunidade judaica no país, de cerca de 5.300 pessoas, é uma das poucas do mundo que nunca foi perseguida, diz a publicação.