Giulio Andreotti, sete vezes primeiro-ministro da Itália e uma das mais proeminentes figuras do pós-guerra no país, morreu aos 94 anos de idade, informaram familiares nesta segunda-feira (6). Conhecido como "Belzebu", ele era considerado o símbolo do poder democrata-cristão e representava o melhor e o pior da Itália, por seu discurso culto e às vezes divertido, seu cinismo e habilidade de "raposa velha" da política.
Andreotti, um dos principais membros do extinto partido DC (Democracia Cristã), que dominou a política italiana por quase 50 anos após a Segunda Guerra Mundial, foi membro do Parlamento em todos os mandatos desde 1945. Ele foi nomeado senador vitalício em 1991.
Com sua corcunda característica e discreta ironia, ele foi uma figura emblemática que polarizou a opinião pública italiana desde que entrou no governo, aos 28 anos, até quando foi acusado de assassinato e de envolvimento com a máfia ao final da década de 1990. Mais tarde, ele foi absolvido.
Andreotti escapou de todos os escândalos aos quais foi relacionado durante mais de 60 anos na política, desde os contratos no setor do petróleo dos anos 60, passando pelo sequestro e morte de Aldo Moro em 1978 e até a acusação de cumplicidade com a ‘Cosa Nostra’, nos anos 90. (Com agências France-Presse e Reuters)