A família de Nelson Mandela segue discutindo nesta segunda-feira (1), por meio dos advogados, a localização das sepulturas de três filhos do ex-presidente sul-africano, que permanece hospitalizado em estado crítico.
Em 2011, Mandla Mandela, o neto mais velho do "Pai da Nação", transferiu os corpos do pai, tio e da tia do cemitério de Qunu, aldeia no sul do país onde Nelson Mandela passou a infância, para o cemitério de Mvezo, cidade natal do avô a cerca 30 km de distância.
Dezesseis membros da família entraram na Justiça contra Mandla. Segundo a imprensa local, eles exigem o retorno dos três caixões para Qunu, onde estão sepultados os pais de Nelson Mandela e onde o próprio ex-presidente deseja ser enterrado. Os advogados de ambos os lados se reuniram no tribunal de Mthatha para discussões privadas, mas não houve audiência com um juiz, observou um jornalista da AFP.
Uma audiência foi marcada para esta terça-feira (2) às 11 horas, informou ao final da reunião Sandla Sigadla, que representa os 16 queixosos. Nesta ocasião, Mandla Mandela "deverá apresentar os seus argumentos e então decidiremos que medidas deverão ser tomadas", acrescentou.
Mandla Mandela, que tem status de chefe tradicional em Mvezo, lamentou no domingo que a disputa familiar tenha sido levada à Justiça, algo que, segundo ele, poderia "decepcionar profundamente (seu) avô e antepassados". Com informações do Terra