Militares egípcios abriram fogo contra partidários do presidente deposto Mohamed Morsi, e membros do grupo islamita Irmandade Muçulmana, matando ao menos 42 pessoas nesta segunda-feira (8).
Os partidários organizavam uma manifestação pacífica perto do quartel general da Guarda Republicana, num subúrbio do Cairo, onde acreditam que Morsi está detido, quando foram atingidos por tiros.
Mohammed Zanaty, médico de um hospital de campanha improvisado, onde muitas das vítimas foram levadas, disse que mais de 300 pessoas ficaram feridas, segundo a agência de notícias Associated Press.
O Exército egípcio, em contrapartida, disse que "um grupo terrorista" tentou invadir o prédio. Um oficial do Exército foi morto e 40 ficaram feridos, segundo os militares.
Murad Ali, da Irmandade Muçulmana, disse que o tiroteio começou no início da manhã, enquanto os islamitas organizavam uma manifestação pacífica fora do quartel da Guarda Republicana, informou a agência de notícias Reuters.