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Decisão do papa de reforma no Vaticano coincide com primeiro escândalo

20 de julho 2013 - 16h19 Por Redação Douranews
Decisão do papa de reforma no Vaticano coincide com primeiro escândalo

O papa Francisco anunciou ontem (19) os termos de uma reforma administrativa na Cúria, no mesmo dia em que enfrentou o primeiro escândalo midiático de seu pontificado, ao ter um assessor direto envolvido em suposta relação íntima com um capitão da Guarda Suíça. O pontífice divulgou a implantação de uma comissão especial para ajudar na reforma dos departamentos econômicos e administrativos do Vaticano.

A medida, escreveu o papa, tem como objetivo continuar "uma simplificação e racionalização dos organismos" do Vaticano. Os moldes da comissão de ontem são semelhantes à que foi já criada para supervisionar o banco do Vaticano, instituição marcada, sob o pontificado de Bento 16, por graves acusações de lavagem de dinheiro, o que levou toda a cúpula do banco a renunciar, segundo reportagem do UOL.

De acordo com o texto, do jornalista Fabiano Maisonnave, da Folha de S. Paulo, em reportagem publicado pelo portal UOL, a decisão do papa foi anunciada no mesmo dia em que o semanário italiano "L'Espresso" noticiou que o monsenhor uruguaio Battista Ricca, recém-nomeado por Francisco para ser seu homem de confiança no banco do Vaticano, teve um longo relacionamento íntimo com um capitão da Guarda Suíça.

A revelação foi classificada de "não crível" pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

Segundo a reportagem, a relação ocorreu entre 1999 e 2000, quando Ricca, de 57 anos, era diplomata do Vaticano no seu país natal. Ele teria se movimentado para que o guarda, responsável pela segurança da embaixada, morasse com ele. Durante a temporada em Montevidéu, ele ainda teria sido espancado em um ponto de encontro gay e ficado preso durante toda uma noite com um jovem no elevador da embaixada do Vaticano.