Um terremoto de 6,6 graus na escala Richter, ocorrido nesta segunda-feira (22), deixou pelo menos 75 mortos, 14 desaparecidos e mais de 600 feridos na província de Gansu na China, informaram as autoridades locais.
Segundo dados do Centro de Controle Sismológico da China, o terremoto aconteceu às 7h45 locais (20h45 de Brasília de ontem) entre as comarcas de Minxian e Zhangxian, uma região que foi recentemente afetada por fortes chuvas.
A maioria dos municípios afetados da província e algumas das localidades próximas estão parcialmente sem comunicação por cortes na rede elétrica, afirmaram as autoridades locais.
O epicentro do terremoto foi localizado na cidade de Dingxi, com quase 2,7 milhões de habitantes, a cerca de 170 quilômetros da capital da província, Lanzhou, e a 20 quilômetros de profundidade. No entanto, a maioria das mortes aconteceram nos distritos rurais situados ao sul da cidade, onde as edificações são menos resistentes.
O tremor provocou o desabamento de cerca de 1.200 casas e danos em mais de 21 mil, e em alguns povoados próximos do epicentro, como Meichuan e Puma, até 80% das casas ficaram destruídas, informou um oficial do departamento sismológico provincial à imprensa local.
O terremoto foi seguido por 410 réplicas, a mais forte de 5,6 graus de magnitude, que aconteceu 90 minutos depois do primeiro tremor, às 9h12 locais (22h12 de Brasília de domingo).
As autoridades chinesas enviaram para a região mais de 2 mil soldados do EPL (Exército de Libertação Popular), equipamentos médicos e cerca de 300 policiais, além de 500 tendas de campanha e 2 mil cobertores para atender aos milhares de desabrigados, que se somam aos que foram enviadas pela Cruz Vermelha da China.