A operadora da central de Fukushima, a Tokyo Electric Power (Tepco), confirmou que a água radioativa do subsolo superou o sistema de contenção subterrâneo construído para evitar sua chegada ao mar, informou neste domingo (11) a rede 'NHK'.
As obras do muro subterrâneo de 100 metros de comprimento, situado entre os reatores e o oceano, finalizaram na sexta-feira (9) após os técnicos da Tepco terminarem um complexo sistema de injeção química para endurecer o solo a fim de evitar o vazamento do líquido radioativo para o mar.
No entanto, os operários descobriram através de um dos poços de observação dos quais habitualmente recolhem as mostras de água subterrânea que o nível do líquido supera em 60 centímetros a altura do muro de contenção do subsolo.
Segundo o governo, estima-se que diariamente vazam para o mar cerca de 300 toneladas de água radioativa, contaminada com estrôncio e trítio, para o porto situado em frente à central, protegido do mar aberto por diques e quebra-mar.
Como medida temporária para reduzir esta água contaminada subterrânea proveniente das zonas contíguas, a Tepco começou na sexta-feira a bombear parte deste líquido e a transferi-lo para depósitos nas proximidades do reator 2, com o qual é capaz de extrair até 0,18 tonelada por minuto de água subterrânea.