O governo do Egito anunciou nesta quarta-feira (14) a imposição de estado de emergência, por um mês, após os confrontos entre forças de segurança e islamitas que mataram 95 pessoas e deixaram 874 feridos, segundo a TV estatal. A presidência pediu ao exército que ajude o Ministério do Interior a impor a ordem no país.
Segundo a imprensa local, os confrontos seguem intensos na capital do país, cada vez mais afundado na crise política após a derrubada do presidente islamita Morsi, no início de julho, por um golpe militar.
Os islamitas pedem que ele seja reconduzido ao cargo. Os militares prometeram uma transição de volta à democracia.
O maior número de vítimas dos confrontos ocorreu na província de Miniya, no sul, onde 25 pessoas morreram e 197 se feriram, segundo o ministério. Também foram registradas mortes em Beheira, Alexandria e Daqahiliya (norte), Suez (leste), Luxor (sul), entre outras províncias.
A Irmandade Muçulmana e a imprensa falam em cifras maiores, com até 350 mortos. Eles também afirmam que a filha de um de seus líderes está entre os mortos. Com informações do G1