O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Anders Fogh Rasmussen, declarou nesta segunda-feira (2) que está pessoalmente convencido de que o regime sírio foi o responsável pelo ataque químico que matou, segundo estimativas dos Estados Unidos, cerca de 1.400 pessoas em subúrbio de Damasco, no dia 21 de agosto.
"Pessoalmente, estou convencido de que não só o ataque químico aconteceu, mas também que o regime sírio é o responsável", disse Rasmussen a jornalistas, indicando ter tido acesso a informações concretas fornecidas por países membros da Otan.
"Não há dúvida de que a comunidade internacional deve responder com força para impedir novos ataques químicos no futuro", disse Rasmussen. "Se não respondermos, seria como enviar uma mensagem muito perigosa para todos os ditadores do mundo", acrescentou.
Rasmussen, no entanto, disse "não acreditar que a Otan possa desempenhar um papel na crise. Neste ponto, os aliados realizam consultas e cabe a cada estado decidir como responder" ao ataque. Ao todo, a Otan tem 28 países membros, entre eles os Estados Unidos, que planejam uma resposta militar ao regime de Assad por causa do massacre.