O julgamento do presidente deposto do Egito, Mohamed Morsi, que responde por supostamente ter "incitado" as forças de segurança a matar manifestantes em 5 de dezembro de 2012, foi adiado para o dia 8 de janeiro. A audiência chegou a ser iniciada nesta segunda-feira (4), mas foi suspensa pouco depois pelo juiz Ahmed Youssef Sabry.
O julgamento foi iniciado na Academia de Polícia, nos arredores do Cairo, com duas horas de atraso. Morsi, primeiro presidente eleito democraticamente no Egito, não se apresentou com a roupa branca exigida para os detentos. O juiz optou por aguardar pela troca de roupa para iniciar o processo, segundo uma fonte informou à France Presse.
Após o início, Morsi assumiu uma postura desafiadora no tribunal, cantando "Abaixo o domínio militar" e alegando ser o único presidente "legítimo" do país, informou uma testemunha da Reuters. Ele também disse que o julgamento era "ilegítimo".
O presidente deposto parecia irritado e interrompeu a sessão repetidas vezes, levando o juiz a interromper e suspender os trabalhos, disse a testemunha.
Morsi e os outros réus serão levados para a prisão de Tora, segundo uma fonte de segurança. Do lado de fora da academia, manifestantes que apoiam Morsi e a Irmandade Muçulmana fizeram protestos e foram dispersados por bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela polícia.
Um total de 20 mil soldados da Polícia e das Forças Armadas foram deslocados para os arredores do tribunal, diante do temor de que os protestos convocados pelos partidários de Morsi derivassem em distúrbios.Com informações do G1