O presidente ucraniano, Viktor Yanukovitch, e membros da oposição assinaram nesta sexta-feira (21) um acordo para acabar com o banho de sangue na capital Kiev, onde mais de 70 pessoas já morreram desde terça-feira (18) em confrontos.
Os principais pontos do pacto são a convocação de eleições até no máximo dezembro, a volta da Constituição de 2004 (que restringia os poderes do presidente) e uma reforma constitucional que garanta o equilíbrio entre os poderes. Além disso, será criado um governo de coalizão dentro de 10 dias, e o Estado não poderá declarar estado de emergência durante o processo.
Segundo o texto acordado, o governo e os manifestantes terão de abrir mão do uso da violência em protestos e na repressão desses confrontos. Os excessos cometidos pelos dois lados desde novembro serão investigados por uma comissão formada por governo, oposição e representantes da comunidade europeia.
O líder oposicionista Arseniy Yatsenyuk afirmou que o mandato do presidente será interrompido após as eleições e que os acampamentos de protesto na capital serão mantidos "até que todas as demandas sejam alcançadas".
O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, comemorou em sua conta oficial no Twitter a assinatura. "Bem vindo o pacto; compromisso necessário, início de um indispensável diálogo democrático, saída pacífica para a crise". O órgão foi um dos fiadores do acordo, informa o portal UOL.