Com um presidente deposto (Viktor Yanulovitch, hoje refugiado na Rússia) por revolta popular e uma crise política depois, seguida de intervenção militar, o impasse na Ucrânia ganha neste domingo (16) mais um capítulo: um referendo que pode validar a anexação da Crimeia (território autônomo) à Rússia.
Abrigo da frota russa no mar Negro, na base de Sabastopol, a Crimeia foi parte da Rússia até 1954, quando o então dirigente soviético Nikita Kruschev passou o controle à Ucrânia.
Agora, 60 anos depois, a península pode voltar ao controle dos russos, mas em um cenário político cercado por constrangimentos com a comunidade internacional: o fato de que a consulta será feita à revelia da própria Ucrânia, sob ameaça de sanções dos EUA e dos países europeus e condenada por organismos internacionais, a exemplo da ONU.
Mais do que isso, a penísula corre o risco de não ser reconhecida por esses atores, e a Rússia, de ficar isolada politicamente.
Há quinze dias a península ucraniana se tornou pivô da disputa entre Rússia e Ucrânia, com ares de uma nova "Guerra Fria'', segundo definiu o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev, depois que tropas russas ocuparam o território. Com informações do UOL