A companhia Malaysia Airlines informou hoje (24), em mensagem enviada aos familiares dos ocupantes do voo MH-370 que a aeronave caiu no oceano Índico e que não há sobreviventes. O voo MH-370 desapareceu no dia 8 de março depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim, na China. O avião sumiu dos radares duas horas depois de decolar enquanto sobrevoava a costa do Vietnã.
Uma operação de buscas composta por pelo menos 26 países foi montada. Satélites de pelo menos 15 países foram utilizados para localizar o avião.
Segundo o comunicado divulgado no site da companhia, o avião transportava 227 passageiros, entre eles duas crianças, e uma tripulação de 12 pessoas. São 153 chineses, incluída uma criança, 38 malaios, 12 indonésios, sete australianos, quatro americanos (incluída uma criança), três franceses, dois neozelandeses, dois ucranianos, dois canadenses, um russo, um holandês, um austríaco, um italiano e um cidadão de Taiwan.
Várias teorias foram cogitadas para explicar o desaparecimento do avião, entre elas sequestro, falha humana, falha mecânica e até mesmo uma desintegração da aeronave em pleno ar.
Ao longo de 16 dias, a falta de informações sobre o paradeiro da aeronave causou desentendimentos entre os governos da Malásia, Vietnã e da China. Dos 239 passageiros do voo MH-370, 153 eram chineses. Em Pequim, familiares dos passageiros do avião foram convocados para uma reunião de emergência antes da entrevista coletiva convocada pelo governo da Malásia.
Apesar do anúncio de que destroços do avião foram encontrados, as causas da queda ainda permanecem um mistério. Nos primeiros dias após o desaparecimento do avião, cogitou-se a possibilidade de um atentado terrorista após a divulgação de que dois cidadãos iranianos, viajando com passaportes roubados, estavam a bordo do avião.
O mistério em torno do desaparecimento aumentou quando se divulgou a informação de que o avião teria mudado de rota e voado por pelo menos quatro horas sem ser identificado por radares antes de cair no mar.
O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, anunciou dia 15 que o desvio do voo MH-370 da Malaysian Airlines e o desligamento do transponder foram realizados "deliberadamente" por alguém. Com informações do portal UOL