A Ucrânia promove hoje (25) eleições presidenciais extraordinárias, convocadas após o afastamento do presidente Viktor Ianukóvitch, com o país mergulhado em um conflito armado entre as forças do governo provisório e a insurgência pró-russa do Leste do país.
A grande incógnita destas eleições é como vai correr a votação nas regiões de Lugansk e Donetsk, proclamadas “repúblicas populares independentes” e cujos líderes se recusam a realizar uma eleição que consideram ilegítima.
Mais de 33 milhões de ucranianos são chamados às urnas, sendo que, de acordo com dados da Comissão Eleitoral, grande parte dos 5 milhões de eleitores de Donetsk e Lugansk não poderá exercer o direito de hoje devido ao boicote dos separatistas pró-russos da região.
A Rússia, que Kiev acusa de instigar a sublevação no Sudeste do país, também questiona a legitimidade das eleições mas, na sexta-feira (23), o presidente Vladimir Putin disse que reconhecerá os resultados.