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Vaticano encontra 100 mil arquivos de pornografia com ex-núncio

26 de setembro 2014 - 21h54 Por Redação Douranews
Vaticano encontra 100 mil arquivos de pornografia com ex-núncio

A polícia do Vaticano encontrou mais de 100 mil arquivos de fotos e vídeos com pornografia infantil no computador do ex-núncio do Vaticano na República Dominicana Josef Wesolowski, preso terça-feira (23) sob acusação de pedofilia, como publicou nesta sexta-feira (26) o jornal “Corriere Della Sera”.

De acordo com o jornal, os arquivos contêm imagens e filmes baixados da internet, além de fotos “que as próprias vítimas tinham sido forçadas a tirar”. As crianças nas imagens têm idade entre 13 e 17 anos, são filmadas nuas e forçadas a ter relações sexuais entre si e com adultos, diz o jornal. Seriam 130 vídeos e mais de 86 mil fotografias. Outras 46 mil imagens teriam sido apagadas.

O periódico ainda afirma que a investigação criminal, que procura possíveis cúmplices de Wesolowski, suspeita de que o ex-núncio possa estar ligado a uma rede internacional de pedofilia.

A análise de e-mails e arquivos salvos no computador pode revelar a identidade das pessoas com quem ele se comunicou. A investigação considera todos os países por onde o ex-núncio apostólico [considerado o embaixador do Papa] passou antes de chegar a Santo Domingo, na República Dominicana.

Prisão domiciliar

Pela primeira vez, o Vaticano se dispõe a julgar penalmente um religioso, por abusos sexuais contra menores e posse de pornografia infantil. Wesolowski é a figura mais proeminente da Igreja a ser presa desde que Paolo Gabriele, um ex-mordomo papal, foi condenado em 2012 por roubar e vazar documentos privados do Papa Bento XVI.

Diferente de Gabriele, Wesolowski não foi detido na prisão do Vaticano, poucos quartos anexados a um tribunal, mas foi colocado em prisão domiciliar em um apartamento do Vaticano por razões médicas. Wesolowski foi afastado por um tribunal do Vaticano no começo deste ano e aguardava julgamento e acusações criminais. Ele estava morando em liberdade em Roma, e vítimas de abuso sexual pediam sua prisão, expressando preocupação de que ele pudesse fugir, conforme repercutiu o G1.