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EUA e Cuba retomam relações, intermediados pelo papa

18 de dezembro 2014 - 11h35 Por Redação Douranews
EUA e Cuba retomam relações, intermediados pelo papa

Os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram nesta quarta-feira (17) o restabelecimento das relações dos Estados Unidos e Cuba. O embargo comercial ao país caribenho, no entanto, permanecerá.

Obama confirmou que Cuba libertou, ainda nesta quarta o prisioneiro americano Alan Gross e, em troca, três agentes de inteligência cubanos que estavam presos nos Estados Unidos voltaram à ilha.

Os EUA anunciaram as seguintes medidas: restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países; facilitar viagens de americanos a Cuba; autorização de vendas e exportações de bens e serviços dos EUA para Cuba; autorização para norte-americanos importarem bens de até US$ 400 de Cuba; início de novos esforços para melhorar o acesso de Cuba a telecomunicação e internet. As medidas incluem ações práticas como o restabelecimento de uma embaixada americana em Havana e a revisão da designação dada pelos EUA a Cuba de Estado que patrocina o terrorismo.

Obama também disse que espera um debate sério do Congresso norte-americano para que levante o embargo que o país mantém a Cuba, que proíbe a maioria das trocas comerciais. Os dois países não se relacionavam desde 1962, mantendo apenas seções de interesse de nível menor desde 1977 em suas respectivas capitais. Com informações do G1

Vaticano

O Vaticano teve forte atuação nos bastidores das negociações para a retomada das relações entre representantes dos dois países, desde o começo, com o Papa Bento XVI e agora com o Papa Francisco, segundo contou ao jornal "Washington Post" um teólogo que trabalhou na embaixada dos Estados Unidos no Vaticano entre 2009 e 2012. Segundo o teólogo, "vozes" diplomáticas, políticas, religiosas e de agências humanitárias pediram por "justiça".

Durante seus pronunciamentos nesta quarta, Barack Obama e Raúl Castro mencionaram o importante papel do Vaticano e do Papa Francisco em facilitar as negociações históricas entre os dois países.

Nos últimos meses o Papa Francisco escreveu aos dois presidentes "convidando-os a resolver questões humanitárias de interesse comum, como a situação de alguns detidos, para dar início a uma nova fase de relações entre as duas partes", segundo afirmou o Vaticano em comunicado. Segundo o Vaticano, seus diplomatas facilitaram as negociações de modo a "resultarem em soluções aceitáveis para ambos".