Uma operação policial de grandes proporções está em curso na França para localizar três terroristas que atacaram a sede da revista satírica Charlie Hebdo, nesta quarta-feira (7) em Paris. Homens mascarados e armados com fuzis AK-74 mataram dez jornalistas e dois policiais, e deixarem cinco feridos em estado grave. O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, disse que as autoridades estavam tomando todas as medidas "para neutralizar os três criminosos". O terceiro terrorista teria ficado do lado de fora do prédio esperando em um veículo.
Segundo o jornal Le Monde, mais de 3.000 policiais participam da operação de busca, que também conta com helicópteros e serviços de inteligência. Entre as vítimas identificadas estão o editor da revista e cartunista, Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, e três outros cartunistas: Jean Cabut (que assinava como Cabu), Georges Wolinski e Bernard Verlhac (conhecido como Tignous). O redator e economista Bernard Maris, que contribuía para a Charlie Hebdo, também foi morto.
Durante o atentado, por volta das 11 horas locais (8 horas de Brasília), parcialmente filmado por testemunhas nos prédios vizinhos, os agressores gritavam "Alá é grande", em árabe. A chargista Corinne Rey, que assina como Coco, presenciou o ataque e afirmou ao site francês L'Humanité que os terroristas "falavam francês perfeitamente" e "reivindicaram ser da Al Qaeda".