Um teste forense independente, feito à pedido da família do promotor Alberto Nisman, que foi encontrado morto na casa dele em janeiro, apontou que o promotor foi "vítima de homicídio", divulgou nesta quinta-feira (5) a juíza e ex-mulher do promotor, Sandra Arroyo. A teoria "tem respaldo com rigor científico" e "descarta com contundência a hipótese de acidente e de suicídio", disse.
As autoridades argentinas não divulgaram todos os detalhes da autópsia de Nisman, mas as informações divulgadas até agora por promotores sugerem suicídio, mesmo sem uma conclusão oficial.
"Como todos sabem integramos a queixa de maneira conjunta Sara, a mãe de Alberto Nisman, e eu em representação de nossas filhas de 8 e 15 anos de idade. Em nome delas, agradeço a vocês que vieram a este espaço para conhecer e informar às pessoas as conclusões às quais chegamos depois de um mês de trabalho que foi muito difícil e doloroso para todos nós levarmos adiante", afirmou em coletiva de imprensa, segundo o jornal "El Clarín".
Em janeiro, a autópsia do corpo do Nisman apontou que o disparo que o matou foi feito a uma distância inferior a um centímetro a partir da arma encontrada junto a seu corpo. Viviana Fein, a fiscal que investiga a morte de Nisman, também afirmou que "não se infere a participação de terceiras pessoas" em sua morte.
Nisman, que investigava o atentado contra a associação mutual israelita Amia, que em 1994 matou 85 mortos em Buenos Aires, foi encontrado morto com um disparo na cabeça em 18 de janeiro, quatro dias após ter apresentado uma denúncia contra a presidente Cristina Kirchner e outros funcionários do governo, acusando-os de acobertar os acusados iranianos pelo atentado. Com informações do G1