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EUA interceptou conversas de ministros na França

30 de junho 2015 - 14h59 Por Agência Brasil/Douranews
EUA interceptou conversas de ministros na França

A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em Inglês) escutou dois ministros da Economia franceses e praticou espionagem econômica na França, mostram vários documentos obtidos pelo Wikileaks e revelados nessa segunda-feira (29) à noite. A informação foi divulgada pelos jornais Libération e Médiapart.

“Várias personalidades políticas e altos funcionários franceses foram escutados nos últimos anos”, garantem os dois veículos, mencionando o atual comissário europeu Pierre Moscovici, ministro da Economia do presidente François Hollande, de maio de 2012 a agosto de 2014, e François Baroin, ministro do Orçamento e depois da Economia do ex-presidente Nicolas Sarkozy, de março de 2010 a maio de 2012.

A lista de personalidades escutadas pela NSA na França inclui os últimos três presidentes – François Hollande, Nicolas Sarkozy e Jacques Chirac –, segundo as revelações da Wikileaks que esses mesmos veículos tinham divulgado na quarta-feira.

A Médiapart informa que a NSA fez “uma espionagem econômica massiva da França” e cita cinco documentos com sínteses de conversas telefônicas interceptadas, que foram divulgadas pela Wikileaks.

site na internet questiona alguns “contratos comerciais perdidos por empresas francesas”, sem poder fazer “uma ligação objetiva” entre uma potencial escuta e a celebração do contrato, “uma vez que nenhum nome de empresa é citado nos documentos”.

Libération especificou que a NSA tinha identificado “uma centena de empresas hexagonais [francesas], entre as quais a quase totalidade das cotadas no CAC40”, o índice da Bolsa de Paris equivalente ao PSI20 de Lisboa.

Segundo os documentos reproduzidos, o objeto da espionagem era “identificar as propostas de contrato francesas ou estudos de viabilidade e negociações iminentes sobre vendas ou investimentos internacionais, em projetos de envergadura ou sistemas de interesse significativo para o país estrangeiro”.

Libération destacou que “nunca como agora a prova de uma espionagem econômica massiva da França, orquestrada no mais alto nível do Estado norte-americano, tinha sido estabelecida”.