O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que é um “erro enorme” não cooperar com o governo sírio na guerra civil durante seu discurso no plenário das Nações Unidas de Nova York, nesta segunda-feira (28).
"Seria um erro enorme não cooperar com aqueles que combatem frontalmente o terrorismo. Devemos reconhecer que ninguém salvo as forças armadas do presidente Assad combatem realmente o Estado Islâmico e outras organizações terroristas na Síria", enfatizou o líder russo.
Ele pediu, ante a Assembleia Geral da ONU, uma ampla coalizão antiterrorista para lutar contra os jihadistas do grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria.
“Seria parecida com a coalizão contra Hitler”, na Segunda Guerra Mundial, e os países árabes "teriam um papal-chave", declarou em seu primeiro discurso desde 2005 no plenário da ONU.
Mais cedo, o presidente Barack Obama denunciou quem apoia o presidente sírio, Bashar al-Assad, chamando-o de "tirano", que "joga barris de bombas contra crianças inocentes".
A acusação foi um ataque direto à Rússia e ao Irã por seu apoio militar ao regime sírio.
Obama declarou que alguns Estados preferem estabilidade sobre a ordem internacional chancelada pela Carta das Nações Unidas, e tentam impô-la à força.
"Dizem que tal contenção é necessária para derrotar a desordem, que é a única maneira de acabar com o terrorismo ou prevenir a interferência estrangeira", afirmou.
"De acordo com esta lógica, deveríamos apoiar tiranos como Bashar al-Assad, que lança bombas de barril para massacrar crianças inocentes, porque a alternativa seria certamente pior", disse.
Rússia e Irã argumentaram que as potências mundiais deveriam apoiar o regime de Bashar al-Assad, ao menos até que as forças sírias consigam derrotar o grupo jihadista Estado Islâmico.
Obama disse, no entanto, que está "preparado para trabalhar com qualquer nação, incluindo a Rússia e o Irã, para resolver o conflito".