O Papa Francisco disse nesta segunda-feira (28) que funcionários públicos têm o "direito humano" de se recusarem a realizar alguns trabalhos, como emitir licenças de casamento para homossexuais, caso isso viole sua consciência.
Falando a repórteres na volta para casa após uma viagem de 10 dias aos Estados Unidos e Cuba, Francisco também repetiu a condenação a padres que abusaram sexualmente de crianças, dizendo que as vítimas foram "esmagadas pelo mal".
Embora o pontífice argentino tenha comentado sobre temas que são motivo de debates políticos nos Estados Unidos durante a visita, ele nunca se referiu especificamente aos controversos casamentos de pessoas do mesmo sexo, que a Igreja é firmemente contra.
No voo de volta a Roma, ele foi perguntado se apoiava indivíduos, como funcionário do governo, que se recusam a acatar algumas leis, como a emissão de licenças para casamentos gays. "A objeção de consciência deve estar em toda estrutura jurídica porque é um direito", disse Francisco.