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Ataque em Paris é comparado ao 'terror que seu povo tem passado', diz Assad

14 de novembro 2015 - 15h15 Por Do G1/Douranews
Ataque em Paris é comparado ao 'terror que seu povo tem passado', diz Assad

O presidente sírio, Bashar al Assad disse nesta sábado (14) que os atos de terror em Paris foram semelhantes ao que seu povo havia enfrentado em anos de violenta guerra civil.

"O que a França sofreu de terror selvagem é o que o povo sírio vêm passando há mais de cinco anos", o presidente da Síria, foi citado tendo dito à mídia estatal e estação de TV libanesa al Mayadeen.

A política francesa no Oriente Médio tem contribuído para "a expansão do terrorismo", declarou o presidente sírio.

"As políticas errôneas dos países ocidentais, incluindo a França, na região têm contribuído para a propagação do terrorismo", disse Assad, citado pela agência de notícias SANA.

A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal aliança política opositora, também condenou neste sábado "fortemente" os ataques terroristas.

Em comunicado, o presidente da CNFROS, Khaled Joya, expressou também em nome de sua organização sua "solidariedade com o povo da França".

"O povo sírio, que sofre como resultado do terrorismo do regime de (presidente Bashar al) Assad, apoia o povo francês neste momento difícil", assinalou Joya.

Além disso, o líder expressou suas "mais profundas condolências às famílias das vítimas" e destacou que seus "pensamentos e orações estão com os feridos".

Joya ressaltou também que "a comunidade internacional tem a responsabilidade de erradicar o terrorismo, incluindo os regimes que o patrocinam e o financiam, o de Assad acima de qualquer outro".

Pelo menos 127 pessoas morreram e cerca de 180 ficaram feridas, em vários ataques ontem à noite em Paris, com três explosões nas proximidades do Stade de France, onde era disputado o amistoso entre França e Alemanha; a tomada de reféns em uma casa de espetáculos e tiros em vários restaurantes.

O grupo radical Estado Islâmico reivindicou nesta sábado (14) a responsabilidade por ataques que mataram mais de 120 pessoas em Paris. É o pior ataque à França na história recente.

Em uma declaração oficial, o grupo disse que seus combatentes presos a cintos com explosivos e carregando metralhadoras realizaram os ataques em vários locais no centro da capital francesa que foram cuidadosamente estudados.

Mais cedo, o presidente da França, François Hollande, já havia dito em uma declaração à nação que os atentados da noite de sexta-feira em Paris "são um ato de guerra do Estado Islâmico contra a França", de acordo com informações de agências internacionais.

Além disso, Hollande afirmou que os ataques foram organizados "no exterior da França" e que contaram com "cúmplices no interior" do país.

O chefe de polícia de Paris, Michel Cadot, afirmou que, quando a polícia invadiu o local, quatro terroristas se suicidaram, detonando explosivos que três deles tinham em seus cintos. Ele afirmou ainda, segundo o jornal britânico "The Guardian", que antes de entrar no local os homens dispararam tiros de metralhadoras em cafés que ficam do lado de fora do Bataclan.

A emissora de TV BFM e o jornal Liberation, que cita o procurador de Paris, François Molins, dizem que cinco terroristas foram "neutralizados" no total. Agências internacionais de notícias, no entanto, informam que 8 terrositas morreram, dos quais 7 se suicidaram.

Também foram registrados tiroteios em outros pontos da cidade e explosões perto do Stade de France, durante um amistoso entre as seleções da França e Alemanha.